Eugênio Aragão fez a Conferência de encerramento do curso o Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil, na UFRPE

Com o objetivo de aprofundar as discussões sobre os diferentes aspectos que envolveram a construção do golpe de 2016, ainda em curso, o Departamento de Ciências Sociais da UFRPE (Deciso), com o apoio da Aduferpe, realizou O Curso O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil. Formatado em 15 encontros, durante 3 meses, a última aula aconteceu na quinta-feira (16) com a Conferência do ex-ministro da Justiça e professor da Universidade de Brasília (UnB), Eugênio Aragão, sobre A Destruição da Soberania Nacional, o Judiciário e o Golpe de 2016. O curso contou com a participação de docentes de cinco departamentos da UFRPE, UFPE, Fundaj e de outras instituições e movimentos sociais.

Segundo a professora do Departamento de História, Lúcia Falcão, a iniciativa, além do caráter de formação, foi um gesto de solidariedade ao professor Luis Felipe Miguel, da UnB, o primeiro no Brasil a ministrar uma disciplina sobre o Golpe de 2016, em março deste ano, e que por isso sofreu vários tipos de perseguições. Para a presidenta da Aduferpe, Erika Suruagy, os encontros trouxeram mais conhecimento para se entender melhor toda complexidade que está por trás do golpe. “Não existe soberania sem investimento em ciência, tecnologia e garantia da autonomia das universidades”, discursou Erika.

O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, expôs as mazelas que estão por trás do poder judiciário e do Ministério Público e as relações ‘pouco republicanas’ que essas instâncias estabelecem com o poder executivo. “No Ministério Público estão os ‘magnatas da república’, que utilizam as suas prerrogativas em proveito próprio e são um produto da nossa cultura patrimonialista”, criticou o ex-ministro.

Segundo Aragão, “o Brasil precisa das reformas estruturais. Mas isto é mais difícil de acontecer do que Lula sair da prisão. A classe dominante sempre se manteve no poder e desfazer isto é a grande revolução brasileira”, salientou.

Após a Conferência, a professora Lúcia Falcão fez a leitura de duas cartas políticas do Coletivo Geral da UFRPE pela Democracia: uma destinada à comunidade sobre a importância e os desafios da realização do curso e outra ao ex-presidente Lula.

Confira a íntegra das Cartas www.aduferpe.org.br

 

Posted On 20 ago 2018

Curso sobre o Golpe de 2016 encerra nesta quinta com Conferência do ex-ministro Eugênio Aragão

O ex-ministro da Justiça do governo Dilma, Eugênio Aragão, estará no Recife nesta quinta-feira (16) para a Conferência de encerramento do curso o Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil, promovido pelo Departamento de Ciências Sociais da UFRPE (Deciso), com o apoio da Aduferpe. Aragão, que também foi subprocurador Geral da República, vai falar sobre A Destruição da Soberania Nacional, o Judiciário e o Golpe de 2016, a partir das 14h, no auditório da Aduferpe, na UFRPE.

O curso O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil, que teve início em maio, contabilizou 60 horas/aula, distribuídas em 15 encontros semanais. Entre os temas abordados: a reforma trabalhista e os ataques à CLT, o movimento escola sem partido, os direitos humanos, o desmonte da educação pública, a geopolítica do petróleo e sua interferência no golpe, entre outros. O primeiro curso sobre o tema surgiu na Universidade de Brasília (UnB), em março deste ano. Logo após, dezenas de professores/as de universidades públicas e privadas do país já realizaram o mesmo curso, mesmo sob ameaça do MEC.

Para a presidenta da Aduferpe, Erika Suruagy, docentes e estudantes da UFRPE cumprem o seu papel com a realização deste curso na atual conjuntura. ‘A universidade é um espaço de construção de saber, da cidadania, do desenvolvimento científico. Nesse momento de ataque à soberania nacional e à democracia com o Golpe de 2016, é fundamental que esses espaços construam trincheiras de resistência em defesa do país e da educação pública, gratuita, laica e de qualidade’, salientou.

15 Encontro – O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil

Tema: A Destruição da Soberania Nacional, o Judiciário e o Golpe de 2016

Horário: 14h

Local : Auditório da Aduferpe, UFRPE, Dois Irmãos

Posted On 15 ago 2018

O Golpe de 2016 e os efeitos nefastos para classe trabalhadora

A reforma trabalhista e terceirização foram questões centrais no 13º Encontro do curso O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil, que debateu o tema O Golpe de 2016 e a Destruição dos Direitos – o ataque à CLT, com o professor do departamento de educação (DED) da UFRPE, Eduardo Jorge, e dois convidados, o advogado da Aduferpe, Theobaldo Pires, e o professor Flávio Dantas, também do DED. O professor Eduardo Jorge começou o debate explicando que a crise do capital, que se intensificou em 2008, é a base do Golpe no Brasil. “Destruir o Brasil está na ordem do dia. E, para isso, é necessário retirar direitos do trabalhador”, ressaltou o professor.

Segundo Eduardo Jorge, o Golpe de 2016 atingiu a soberania nacional e centrou ataques no orçamento público, que tem ligação direta com a reforma trabalhista e a terceirização. “Hoje já temos mais de 13 milhões de desempregados no país e mais de 20 milhões de subempregados. E como vamos encontrar uma saída política para esse retrocesso? Se amanhã vai ser outro dia, vai depender de hoje”, destacou.

A advogado Theobaldo Pires alertou para gravidade da terceirização. “Ela criou o que chamo de ‘coisificação do ser humano’. O trabalhador é algo facilmente descartável”, enfatizou Theobaldo, citando como exemplo o que já ocorre com os trabalhadores das áreas de limpeza, segurança e informática.

Ele também chamou a atenção para os impactos da reforma trabalhista no enfraquecimento dos sindicatos de trabalhadores.  “Agora é o negociado sobre o legislado. Isso traz sérios prejuízos como prorrogação da jornada de trabalho em locais insalubres, jornada intermitente, não acesso ao seguro desemprego”, entre tantas outras medidas nefastas à vida do trabalhador.

O professor Flávio Dantas ressaltou que a Reforma Trabalhista foi necessária ao Golpe. “Ela abriu três frentes com graves consequências: relações de trabalho precarizadas, enfraquecimento dos sindicatos e relaxamento das ações do Ministério Público do Trabalho”, observou. “Esse golpe veio para asfixiar a classe trabalhadora”, frisou Flávio.

Posted On 14 ago 2018

Aduferpe protocola na Reitoria pautas urgentes de reivindicações da categoria docente

Conforme deliberação da última da assembleia, a Aduferpe protocolou, na manhã do dia 9 de agosto, documento na Reitoria com pautas urgentes de reivindicações da categoria docente. O documento, que integrou as mobilizações que antecederam o dia 10 Dia do Basta – ponto de pauta da Assembleia, foi construído de forma coletiva a partir de pautas do Conselho de Representantes e sistematizado pela diretoria da Aduferpe.

Acesse e leia o documento na íntegra, logo abaixo:

Posted On 13 ago 2018

Informe:

COMUNICAMOS A TODA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFRPE QUE, EM VIRTUDE DA PARALISAÇÃO GERAL PROGRAMADA PARA AMANHÃ, DIA 10/08/2018(SEXTA FEIRA), ORGANIZADA POR CENTRAIS SINDICAIS E ACATADA NA ÚLTIMA ASSEMBLEIA GERAL DOS DOCENTES, A ADUFERPE NÃO FUNCIONARÁ NESTE DIA, SENDO PROGRAMADAS ATIVIDADES NO CAMPUS COMO PANFLETAGEM E ATOS PÚBLICOS.

Atenciosamente,

 A Diretoria

Posted On 09 ago 2018

Democracia e utopias possíveis na atual conjuntura

As características da democracia liberal no Brasil e no mundo, o esgotamento desse modelo e as utopias possíveis a partir de projetos coletivos foram algumas das discussões pautadas no 12º Encontro do curso O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil, realizado no auditório da Aduferpe. A aula, sobre a temática O Futuro da Democracia no Brasil em Busca de Utopias Possíveis, foi ministrada pela professora da UFRPE, Lúcia Falcão, que trouxe como convidados o professor Artur Perrusi, da UFPE, e o doutorando Aloízio Barbosa, também da UFPE.

Para a professora Lúcia Falcão, é fundamental ocupar espaços para se estabelecer projetos e programas que dialoguem sobre o tipo de democracia que desejamos. ‘Ocupar e resistir. Fica o nosso recado’, destacou. O professor Artur Perrusi alertou que ‘existe um padrão de conservadorismo no Brasil e no mundo ocidental, relacionado com a democracia e o liberalismo e com aversão às questões que tratam dos direitos humanos’.

Segundo ele, a atual conjuntura gera possibilidades para se pensar na ascensão do autoritarismo no Brasil. ‘O programa de Bolsonaro mistura neoliberalismo com política ultraconservadora de valores. Isso é preocupante e tem que ser bem analisado pela esquerda brasileira. Muitos jovens estão apoiando causas autoritárias’, observou.

Perrusi ressaltou que mais do que nunca, nas democracias ocidentais, as políticas neoliberais impõem um estado mínimo em relação à economia e um estado máximo no controle social. ‘São contra qualquer forma de democratização no campo econômico e têm um ponto de vista de mercado intrinsecamente autoritário’, frisou.

Na sua palestra, Aloízio Barbosa criticou o papel das instituições jurídicas em fazer política ‘de peito aberto’. ‘Há uma geração de juízes e promotores fazendo política conservadora, inclusive usando as redes sociais para isso’, afirmou Aloísio, citando como exemplos os casos do procurador

Dallangnol e do juiz Marcelo Bretas, na Operação Lava Jato.

A última aula aberta do curso O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil, que acontecerá na Aduferpe no próximo dia 16, às 14h, terá como  tema A Destruição da Soberania Nacional, o Judiciário e o Golpe de 2016, com palestra do jurista e ex-ministro da Justiça, professor Eugênio Aragão.

 

Posted On 08 ago 2018

Assembleia da Aduferpe faz importantes deliberações sobre paralisação no dia 10 de agosto, caderneta eletrônica e Estatuinte.

A Aduferpe realizou a sua 367ª Assembleia Geral Extraordinária, em Recife e em Serra Talhada, no dia 1 de agosto, às 15h. Na UAG não houve quórum.

Dentre os informes, merece destaque a realização, no dia 23 de julho, de audiência da Diretoria da Aduferpe e sua assessoria jurídica com a reitora Maria José de Sena, a Procuradoria Jurídica e membros da gestão, para discutir procedimentos de promoção/progressão que não estão conforme o previsto na Lei 12.772/12, retirando direitos da categoria, ao alterar interstícios e gerar perdas financeiras. Diante da opção da gestão da universidade em manter-se fiel à cadeia de comando do governo, abrindo mão de sua autonomia constitucional, a Aduferpe recomenda aos filiados a entrarem com ações na justiça para obterem os direitos garantidos por Lei. “Até o momento, todas as decisões das ações já ajuizadas foram favoráveis aos/as docentes”, ressalta a presidenta da Aduferpe.

Dentre outros informes, narrou-se o sucesso da campanha de sindicalização, com cerca de 50 novos filiados, desde o início desta gestão, e ações como a Diretoria Itinerante e os Plantões Jurídico e Administrativo da Aduferpe nas Unidades Acadêmicas Codai, UAG, UACSA e UAST.

Outro importante informe foi sobre o vinda à Aduferpe, no dia 16 deste mês às 14h, do jurista e ex-ministro da Justiça, Doutor Eugênio Aragão, para o fechamento do curso ‘O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil’, que apresentará a palestra ‘A destruição da soberania nacional, o judiciário e o golpe de 2016’.

A participação da diretoria no último Setor das IFES e de delegação no 63º Conad nortearam a pauta da assembleia, cuja análise da conjuntura política atual, diante da escala vertiginosa de perdas de direitos no governo Temer, dos ataques às universidades e aos trabalhadores, resultaram nas seguintes deliberações:

(1) Protocolo na reitoria, no próximo dia 9, de documento que reivindica o adiamento da implementação da Caderneta Eletrônica, por entender que o tema carece de discussões mais amplas na comunidade, sob risco de vir a funcionar como instrumento de controle abusivo das atividades docentes e além de carecer de melhorias técnicas para sua implantação. A este documento serão acrescidas outras reivindicações por melhores condições de trabalho.

(2) A não indicação de representação para compor a Comissão Organizadora da Estatuinte da UFRPE, como resposta à gestão, acompanhada de documento construído junto à  base com as devidas justificativas, onde se remete à perda do devido processo democrático por ocasião da interferência autoritária do CONSU na metodologia proposta pela comissão.

(3) Aprovação, por unanimidade, de paralisação no dia 10 de agosto “Dia do Basta”, conforme indicativo das Centrais Sindicais. Segue agenda de mobilização aprovada:

De 6 a 9 de agosto

A partir das 9h – Mobilização e Panfletagem na UFRPE.

Ponto de encontro: Aduferpe.

 

Dia 07

14h – Aula pública: O Ataque à CLT,  na Aduferpe.

 

Dia 09

9h – Roda de diálogo em frente ao Sintufepe com técnicos e estudantes e, ao final, protocolo de reivindicações na reitoria.

 

Dia 10 –  Panfletagem de manhã. Ponto de encontro: Aduferpe.

15h – Participação do Ato Unificado, na Praça do Derby.

   

 

Posted On 07 ago 2018

13° Encontro do Curso O Golpe de 2016 é nesta terça

Os ataques aos direitos dos trabalhadores continuam como nunca antes na história desse país. Agora o governo golpista de  Temer quer suspender as bolsas de pós-graduação. Venha assistir a mais uma aula aberta do Curso O Golpe de 2016. Lembrado que a próxima aula é nesta terça-feira, dia 7 de agosto.

Posted On 06 ago 2018

O papel estratégico da grande mídia no golpe de 2016

O Papel das Mídias na Construção do Golpe de 2016 e a Resistência das Mídias Alternativas foram os temas do 11º Encontro do Curso O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil, realizado pelo Deciso com o apoio da Aduferpe. A aula foi ministrada pelo professor da UFRPE, Júlio Vila Nova, e seus convidados. Júlio fez uma análise crítica do discurso da grande mídia em todas as fases do golpe, destacando o seu papel estratégico na construção e no processo de consumação da ação golpista.

Em seguida, a professora convidada da UFRPE, Rose Mary Fraga, explicou como o discurso da grande mídia atuou na desconstrução da imagem do governo da presidenta Dilma. Ela citou como exemplo a questão do aumento dos combustíveis.

“Na época a imagem da presidenta foi tão massacrada que algumas pessoas chegaram a colocar adesivos nos seus carros com Dilma de pernas abertas na entrada do tanque de combustível. Agora com Temer, apesar dos aumentos serem bem maiores e constantes, são tratados com imparcialidade pela grande imprensa”, observou Rose, acrescentando uma importante reflexão: não existe coincidência entre o objeto da realidade e o objeto do discurso.

O terceiro convidado, professor José Carlos Marçal, da UFRPE, fez uma retrospectiva da construção do projeto neoliberal, ainda na década de 70, e os seus desdobramentos na desconstrução da democracia popular, que foi dando espaço à democracia burguesa. “A desconstrução dos sindicatos e do poder do trabalho já começou nos anos 70”, assinalou.

Marçal salientou que o golpe de 2016 começou a ser articulado no chamado Plano de Atlanta, em 2012, quando lideranças latino-americanas de centro e de direita estiveram reunidas em um hotel na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos. O objetivo foi discutir as possibilidades de inviabilizar os governos progressistas da América Latina por meio da mídia, com acusações de corrupção, que, posteriormente, seriam convertidas em processos judiciais. Ele ainda frisou que o estopim do golpe foi a descoberta das grandes reservas de pré-sal.

O último palestrante do Encontro foi o jornalista do portal Marco Zero Conteúdo, Inácio França, que trouxe vários exemplos para evidenciar os padrões de manipulação dos fatos pela grande mídia, desde o conteúdo, passando pela escolha e tratamento das imagens. O jornalista também mostrou como funciona, na grande imprensa, a cadeia de repercussão  dos assuntos relacionados ao golpe. Inácio concluiu o debate respondendo a perguntas e destacando a importância de se investir mais na imprensa livre, sem amarras com grupos econômicos e políticos e com bases para uma política editorial cidadã.

Posted On 02 ago 2018

Plantão Jurídico e Administrativo na UAST

Professoras e professores da UAST, nesta quarta-feira (1) a Direção da Aduferpe estará realizando o seu Plantão Jurídico e Administrativo nesta Unidade Acadêmica. Contamos com a participação dos/as docentes para somar força na defesa dos nossos direitos, que vêm sendo duramente atacados.  #JuntosSomosMaisFortes

Posted On 30 jul 2018