A importância do sindicato

CURSO DE FORMAÇÃO DESTACA IMPORTÂNCIA DO SINDICATO

“Quanto mais forte o sindicato, mais fortes as nossas chances para vencer a quebra de braço com os patrões.” Palavra da professora Celi Taffarel (UFBA) durante o curso Formação Sindical, promovido pela Aduferpe na sexta passada (5). Ao mesmo tempo presencial e virtual, esse curso teve turmas pela manhã e tarde. E a professora começou refletindo, justamente, sobre o processo de formação sindical.

Algumas questões fundamentais para o universo do trabalho foram abordadas, como o modo de produção capitalista, o modus operandi do capital e a luta de classes. Celi Taffarel também fez um breve relato sobre a história do sindicalismo no Brasil, incluindo as formas de dependência e controle que afetam a estrutura das instituições sindicais, o papel das centrais, a função social do sindicato e as dimensões da luta sindical.

Sobre o sindicalismo e as reivindicações docentes, a professora Celi chamou a atenção para o desmonte do ensino público pela PEC 32, que tramita na Câmara dos Deputados. “O que há por trás dessa PEC? O que eles chamam de política de ajuste, na verdade, é a destruição da nossa soberania, dos direitos constitucionais, dos serviços públicos e do meio ambiente”.

Celi ainda ressaltou a política de cortes que os governos Temer e Bolsonaro impuseram às universidades. “O orçamento dos fundos de apoio à pesquisa, que em 2016 chegou a 13,97%, hoje está em 4.40%, próximo do que era em 2000, 4.07% – um retrocesso de 21 anos”, afirmou.

A professora da UFBA também chamou a atenção para a urgência em se discutir o retorno às aulas presenciais nas universidades públicas. “Em que condições estamos sendo chamados para voltar, com tantos cortes? Quais medidas de segurança estão sendo tomadas? Como fica a questão da intensificação do trabalho docente, que tem adoecido tantos professores?”, questionou.

“Temos que levar em frente a nossa luta docente, apesar da desmobilização. Estamos numa conjuntura em que o estado busca promover a privatização, a desestatização, a desvinculação e a desobrigação. Tudo isso para manter os interesses privados”, alertou a professora Celi Taffarel.