Candidatos a deputado federal participam de debate na Aduferpe e assinam Carta Compromisso

A Roda de Diálogo com os candidatos a deputado federal promovida pela Aduferpe, na manhã desta quinta-feira (27), reuniu Amaro de Ipojuca (PSTU) e Paulo Rubem (PSOL), que conversaram com o público sobre o grave retrocesso da educação no Brasil, a falta de políticas de saúde e juventude, autoritarismo, preconceito, violência, corrupção e o papel dos movimentos sociais nessa conjuntura. O primeiro a falar foi o agricultor Amaro de Ipojuca, trabalhador do corte da cana, que pela primeira vez estava participando de um debate em uma universidade.

Amaro destacou a árdua vida dos trabalhadores rurais nos engenhos pernambucanos, ressaltando que muitos ainda vivem na condição de escravos. “Tinha época em que dizíamos que o açúcar tinha gosto de sangue, porque muitos colegas morreram por lutar pelos seus direitos”, afirmou. Para ele, não há outro caminho para o desenvolvimento da nação que não seja investir na educação.

O candidato e professor da UFPE Paulo Rubem, que já foi deputado estadual e federal em algumas legislaturas, observou que nenhum mandato substitui a luta dos movimentos sociais, por mais amplo que seja. “O papel do mandato é estar ao lado da luta dos trabalhadores”, frisou. Ele reforçou a necessidade de se formar bancadas no parlamento como homens e mulheres, do campo e da cidade, para fazer o combate ao retrocesso nas políticas públicas, ao ódio, o preconceito, à violência e todas as formas de opressão da sociedade.

A Roda de Diálogo, coordenada pelo professor do Departamento de Educação, José Nilton, ainda contou com três blocos de perguntas do público. Ao final, a presidenta da Aduferpe, professora Erika Suruagy, fez a leitura da Carta Compromisso, entregue aos candidatos, pedindo aos mesmos que, se eleitos, defendam os direitos sociais, a universidade pública, gratuita, de qualidade e laica, recursos públicos para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, programa de formação de professores e de bolsas para atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Os candidatos do PSOL e do PSTU assinaram o documento, mas o do PSTU destacou que não concordava com o trecho que se referia ao ‘golpe parlamentar-jurídico-midiático de 2016’. Ainda o candidato a deputado estadual pelo PT, Roberto Mardônio, que apenas assistiu ao debate, pediu para assinar o documento.